
Operação Salvaguarda identifica presos ligados a organizações criminosas na Apac de Araxá
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) coordenou a Operação Salvaguarda, que identificou 50 presos com condenações ou vínculos com organizações criminosas cumprindo pena em unidades da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) no estado. Entre as unidades analisadas está a Apac de Araxá, que passou a integrar o levantamento realizado pelos órgãos de inteligência.
A operação contou com a participação do Gabinete de Segurança e Inteligência (GSI/MPMG), da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da Polícia Penal e da Polícia Civil. O objetivo foi verificar se os presos atendiam aos critérios necessários para cumprir pena pelo método Apac, especialmente em relação à existência de vínculos com facções criminosas, organizações criminosas ou outros grupos estruturados.
Ao todo, 24 dos 50 presos identificados já foram transferidos para o sistema prisional comum por determinação judicial. As análises foram realizadas individualmente e encaminhadas aos promotores responsáveis pelas Varas de Execuções Penais, que avaliaram as medidas cabíveis. A situação dos presos analisados na unidade de Araxá faz parte desse trabalho de verificação.
Segundo o MPMG, os levantamentos continuam em outras unidades, com novos casos ainda em análise. A operação busca garantir que o cumprimento das penas ocorra em locais compatíveis com o perfil de cada detento, preservando a segurança pública e a integridade do método Apac, que tem como uma de suas características a menor contenção prisional e a ressocialização dos recuperandos.

