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O muito falado programa "Eu vou" da Prefeitura Municipal de Araxá, não anda muito bem das pernas. Desde o mês de setembro o município acumula dívidas com a empresa operadora de transporte por atrasos nos repasses do projeto. O rombo nas contas da transportadora já está em torno de 1,3 milhão de reais. Vale lembrar que além do transporte público, a Vera Cruz ainda presta outros serviços para a prefeitura, cujos pagamentos também estão atrasados, o que leva a dívida para quase três milhões.

 

A falta de repasses do subsídio obrigou a Vera Cruz a reduzir a frota de ônibus rodando em Araxá.  Comunicado veiculado no início da noite de ontem, nas redes sociais, informa que a partir de segunda-feira, a quantidade de carros em operação será reduzida. O setor de logística está analisando o percentual de redução e onde haverá alterações.


Segundo Flavio Rodrigues, gerente de operações da empresa, os valores de parte de setembro, outubro e novembro, cuja nota vence semana que vem, não foram repassados pelo município, o que está gerando um passivo de aproximadamente 1,7 milhão de reais por mês nos caixas da empresa. “Nossa operação gira em torno de R$ 2,3 milhões por mês e estamos tendo em caixa apenas R$ 700 mil, referentes aos usuários pagantes”, disse.


O programa “Eu vou”, criado em dezembro do ano passado, subsidiaria todas as gratuidades mais 30% da tarifa convencional, o que fez o valor da passagem urbana baixar de R$ 5 para R$ 3 reais aos usuários. De acordo com Flávio, as gratuidades aumentaram a quantidade de passageiros transportados diariamente, de 14 mil para 22 mil pessoas dia, o que exigiu aumento da frota e intensificação na manutenção dos veículos em circulação.


Além destes custos, Flávio reforça a inflação dos combustíveis como principal causa do aumento das despesas fixas da empresa. “De julho pra cá o diesel aumentou 34% e é um insumo que tem que ser pago a vista”, destaca.


Outro ponto nevrálgico é que a empresa não pode alterar os preços da passagem em vigor nem diminuir a gratuidade, já que, segundo Flávio, por força de lei, estas alterações só podem ser feitas pelo município. Isso, caso as dívidas não sejam pagas, pode inviabilizar as operações da empresa na cidade. “Nós estamos buscando a melhor forma de resolver isso, sem prejuízos ao usuário, mas por hora, nós vamos reduzir a operação, porque da forma como está, é insustentável para a empresa”, completou.


Antes do convênio, a Vera Cruz disponibilizava 42 veículos na frota, hoje são 55, daqui pro fim do ano, por contrato, a empresa ainda deveria subir esse número para 58, além de disponibilizar wi-fi gratuito nos novos carros. “Sem esse subsídio a gente não consegue cumprir o contrato”, finaliza.


 


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