Foto: Ascom

Muita tensão entre vereadores durante a reunião ordinária desta terça-feira. Bosquinho, Luiz, Raphael Rios e Zidane trocaram farpas tendo como pivô o projeto Anti nepotismo, defendido por uma parte da bancada e criticado por outra.

A reunião começou às 14h pontualmente. Os vereadores Jairinho Borges, Alexandre Irmãos Paula, Valtinho da Farmácia, Pastor Moacir, Zidane, Leni Nobre e Maristela Dutra estavam inscritos para usar a tribuna na ocasião. Entre moções, requerimentos, indicações, apartes e questões de ordem, tudo corria normalmente, até que, ao final da primeira parte do grande expediente, Luiz Carlos pediu a palavra.

O vereador teceu críticas à demora das comissões pertinentes em analisar o projeto da lei Anti nepotismo, de autoria do próprio parlamentar, que proíbe contratações de parentes de legisladores e autoridades, em até terceiro grau, por parte da Prefeitura Municipal.

Inicialmente, a Comissão de Constituição e Justiça, havia considerado o projeto inconstitucional por 2 votos a 1. Como não houve unanimidade a questão foi levada ao plenário, que derrubou o parecer da Primeira Comissão. Com isso, o projeto pode seguir a tramitação normal.

Segundo Luiz Carlos, o projeto está parado nas comissões desde o início do mês de outubro. “Estão dando “barrigada” para terminar o ano legislativo e (eu) ter que apresentar o projeto de novo ano que vem”, disse o vereador durante a fala.  

Bosco Júnior se incomodou com as falas de Luiz Carlos e, citando o regimento interno, disse que projetos de lei só deverão ser debatidos no momento da apreciação dos mesmos e suspendeu a fala de vereador. Isso gerou descontentamento dos membros da ala independente, que acusaram Bosquinho de cercear o direito de fala dos legisladores.

Num segundo momento Zidane e Raphael Rios protagonizaram outro bate boca.  Rios levantou um questionamento, ainda sobre o projeto de Luiz Carlos, do porquê a PL estaria com assinaturas de vereadores de outras comissões, quando o mesmo ainda não tinha parecer da Segunda Comissão, da qual Raphael é presidente. O vereador questionou este ocorrido e ressaltou que parlamentares não estariam respeitando o trâmite legislativo. “Quem tramitou esse projeto? Como que os colegas vereadores já assinaram a aprovação nas comissões seguintes?”, questionou Rios.

Raphael ressaltou a importância da Câmara Municipal um processo legislativo eletrônico para dar mais clareza aos trâmites.  “Tem vereador             querendo tramitar projetos de forma irregular e a toque de caixa, passando para outras comissões (...) isso fere o direito dos vereadores (membros) das comissões.” Completou.

Zidane se sentiu citado nas falas de Raphael e pediu a palavra. O Presidente da sessão não abriu discussão e negou a questão de ordem a Zidane, que rebateu. “A Casa Legislativa, que nós estamos aqui para parlar e nós não podemos falar?”, questionou Zidane.

Fora dos microfones a discussão tomou proporção de forma tal que o Presidente foi obrigado a suspender a sessão, depois que Raphael Rios se levantou da mesa e foi até cadeira de Zidane, que continuava a questionar sua citação durante a fala do vereador. A reunião ficou suspensa por cerca de três minutos, até que retornou e seguiu o curso normal.

Após o imbróglio, os parlamentares aprovaram um projeto de termo de fomento com a Associação dos Artesãos e Doceiros de Araxá, de autoria do executivo. Outra PL que institui o dia Municipal do Esporte Amador, do vereador Evaldo do Ferrocarril além de outros projetos de nomes de ruas e a moções votadas em bloco.


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