
Sonho da casa própria: Pedrinho da Mata detalha caminhos e mudanças no financiamento habitacional
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A aquisição da casa própria permanece como o principal objetivo de vida de milhões de brasileiros. Mas o caminho entre o desejo e a entrega das chaves é repleto de dúvidas técnicas e financeiras. Para desmistificar esse processo, o engenheiro civil e empresário da construção civil, Pedrinho da Mata, participou do Jornal da Manhã, da Jovem Pan Araxá, trazendo detalhes sobre as recentes atualizações nas linhas de crédito habitacional.
Minha Casa Minha Vida vs. SBPE: Qual escolher?
Durante a entrevista, Pedrinho destacou que existem duas vias principais para quem não possui o valor total do imóvel. A primeira é o SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que utiliza recursos da caderneta de poupança. “Nessa modalidade, a negociação é direta com qualquer instituição bancária, financiando até 80% do valor de imóveis que podem ultrapassar milhões de reais, dependendo apenas da capacidade de pagamento do cliente”.
Já o Minha Casa Minha Vida (MCMV), focado no cunho social e utilizando recursos do FGTS, possui regras mais rígidas, porém com taxas de juros significativamente menores — chegando a 4,5% ao ano em determinadas faixas
As Novas Faixas de Renda
Uma das principais contribuições de Pedrinho foi o detalhamento das faixas de renda que enquadram os beneficiários do programa federal:
Faixa 1: Renda familiar de até R$ 3.200,00
Faixa 2: Renda de R$ 3.200,00 a R$ 5.000,00
Faixa 3: Renda de R$ 5.000,00 a R$ 9.600,00
Faixa 4: Renda de R$ 9.600,00 a R$ 13.000,00.
Acima de R$ 13 mil mensais, o interessado deve obrigatoriamente migrar para o sistema SBPE .
O Desafio de Araxá: Valorização e Teto de Preços
Um ponto crítico abordado foi o valor dos imóveis em Araxá. Pela regra do programa, em cidades com 100 a 300 mil habitantes, o teto para o Minha Casa Minha Vida é de R$ 245 mil [34:12].
Pedrinho da Mata alertou que a alta valorização dos terrenos na cidade dificulta a oferta de casas nesse patamar de preço. “O grande problema é que, em Araxá, não estamos encontrando terrenos que permitam construir e vender uma casa por R$ 245 mil com viabilidade”. Por esse motivo, muitas construtoras têm migrado seus projetos sociais para cidades vizinhas como Ibiá, Campos Altos e Rio Paranaíba, onde o custo da terra é menor.
Subsídios e “Taxa de Evolução”
Para quem compra na planta, o engenheiro explicou o benefício do subsídio (o “desconto” dado pelo governo), que varia conforme a renda e o número de filhos [48:15]. Ele também tranquilizou os compradores sobre o período de obras: “Inicialmente, o comprador paga apenas a taxa de evolução, que é menor que uma prestação cheia, permitindo que a pessoa consiga conciliar o pagamento com o aluguel onde mora atualmente”.
Dica de Especialista
Pedrinho reforçou a importância de procurar um correspondente bancário da Caixa (como despachantes e imobiliárias credenciadas) para realizar simulações precisas, uma vez que o atendimento direto nas agências costuma ser mais burocrático e demorado.
Ao encerrar, o empresário destacou o papel das construtoras que assumem o risco do “associativismo”, garantindo a execução da obra perante o banco, e colocou-se à disposição para orientar a comunidade sobre a realização deste direito constitucional: a moradia digna.

